sábado, 19 de setembro de 2015

SONETO DA PROCURA


Andei muito tempo alguém procurando,
Alguém que há muitos anos meus olhos não viam,
Mas que meus ânimos nunca esqueciam,
Minhas lembranças ficavam buscando.


Nesta minha busca sempre tentando,
A sua voz, meus ouvidos ouviam,
Meus impulsos em mim não mais cabiam,
Na grande demanda sempre sonhando.


Nestas imagens que os olhos revelam,
A nostalgia repleta de apegos,
Tanta loucura numa vida vivida,


As tenras saudades em mim despertam,
Influencia todo o meu sossego,
Minhas agruras em mim tão contidas.

(Jorge Eduardo Magalhães)

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

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terça-feira, 15 de setembro de 2015

SONETO DO AMOR SUBLIME


O amor sublime é puro e singelo,
Com caracteres conservadores,
Embora tenha libido e rumores,
É aquele sentimento mais belo.


A união formada por um elo,
Um sentimento cheio de pudores,
Porém com volúpia e seus calores,
Formando em seu âmago um duelo.


Tem uma especial delicadeza,
Muito entendimento e cumplicidade,
Um jeito de agir com toda clareza,


Serem amantes e ter amizade,
Todo um desejo, com certeza,
Mas o amor que é prioridade.

(Jorge Eduardo Magalhães)



domingo, 13 de setembro de 2015

PARADOXO


Tão solitariamente acompanhado,
Vida repetitiva que se inventa,
Na insatisfação que me contenta,
Mundo sereno tão atribulado.


Parando por lugares caminhados,
Naquela desistência que se tenta,
Delícia de castigo que acalenta,
Vivendo meus falares tão calado.


Certeza de dilemas tão incertos,
Todo um trabalho árduo se desfaz,
A cidade, um populoso deserto,


Eternamente inicio os finais,
Distanciando cada vez mais perto,
Minhas verdades paradoxais.

(Jorge Eduardo Magalhães)

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

SONETO DE UM PRELÚDIO


Faço este pretensioso prelúdio,
Como fosse uma joia preciosa,
O mote de uma musa tão formosa,
Sutileza de meu subterfúgio.


Razão de meu viver, meu refúgio,
Flor que desabrocha tão viçosa,
Que no meu alvorecer é tão vistosa,
Sonoros fragmentos de interlúdio.


Sendo tão singelo e tão prolixo,
A musicalidade me conduz,
Com meus radicais e meus afixos,


Todo sentimentalismo que induz,
Na sensibilidade que me fixo,
O seu nome em minha mente reluz.

(Jorge Eduardo Magalhães)



terça-feira, 8 de setembro de 2015

PLEONASMO


Amei um amor que foi muito amado,
Padeci de um sofrimento sofrido,
Dividindo um coração tão partido,
Entrei para dentro do meu passado.


Menti para um coração enganado,
Com arrependimento arrependido,
Feri um ferimento ferido,
Delirei devaneio tão sonhado,


Fiquei no meu tempo atual agora,
Louvei meus sentimentos com louvor,
Saí com a minha dor para fora,


Fiz de todos os medos meu temor,
Porque tento me conter, mas embora,
Vivo adorando aquele amado amor.

(Jorge Eduardo Magalhães)