sábado, 24 de novembro de 2018

SONETO PARA SER MUSICADO COM MELODIA DE BOSSA NOVA


Quando passou, não olhou,
Tão bonita quanto o mar,
Foi andando, não parou,
Como um barco a se afastar.


Como a tarde de verão,
Que esvai com o anoitecer,
Transpirando de emoção,
Radiante de viver.


A menina que passou,
Ainda vive em meus versos,
É para ela que estou,


Criando no meu reverso,
Poesia que deixou,
O poeta tão disperso.

(Jorge Eduardo Magalhães)

SONETO PARA SER LIDO BEBENDO VINHO



Aquela taça de vinho,
Que me deixou todo prosa,
O teu perfume de rosa,
Também tinha seus espinhos.


O meu peito em desalinho,
Tua imagem tão vistosa,
Esta sensação viçosa
Cada gole, um carinho.


Degustação fascinante,
Mas que paladar suave,
Vai descendo bem rascante,


Uma melodia grave,
A cânfora irrelevante,
Porém nada que se agrave.

(Jorge Eduardo Magalhães)

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

SONETO DAS MADRIGAIS


Idealizando as minhas madrigais,
Entre as flores deste lindo jardim,
Os aromas com tom de carmesim,
Exalam em meus repentes matinais.


Em meus versos estes tons musicais,
Vem bem lentamente brotando em mim,
Com aquela alegria de festim,
Que poeta nenhum viveu jamais.


Lapido minhas versificações,
Para todos os que estão apaixonados,
Ofereço minhas inspirações,


Para quem vive um amor do passado,
manifestando todas as emoções,
De um jeito bucólico e rebuscado.

(Jorge Eduardo Magalhães)

terça-feira, 20 de novembro de 2018

SONETO DA CONSCIÊNCIA NEGRA

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Neste dia da Negra Consciência,
"Me" convide para uma feijoada,
Uma roda de samba ou batucada,
Ou qualquer outro evento de excelência.


Pode comemorar com veemência,
Esta data, para ti, esperada,
Minha opinião, não digo mais nada,
Mas gosto da festa e  sua influência.


Somente não discuto a tal retórica,
Que tu repetes sempre em altos brados,
Sobre aquela tal de dívida histórica,


Pois peço a ti que não fiques zangado,
Na verdade, minha razão eufórica,
Sinceramente, é que hoje é feriado.

(Jorge Eduardo Magalhães)

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

SONETO DAS ROSAS

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Lembro do meu devaneio sonhado,
Da namorada que não namorei,
Daqueles lábios que nunca beijei,
Amor pueril não realizado.


Aquele bilhete a ti destinado,
Que na verdade, nunca lhe enviei,
Declarações que nunca declarei,
Mistérios do meu "eu" tão bem guardados.


Recordações, despertam algo em mim,
Trazendo inspiração em verso e prosa,
A tua imagem vai surgido assim,


Alva, bela  e por demais formosa,
Aguçando quando chego ao jardim
E sinto o suave aroma das Rosas.

(Jorge Eduardo Magalhães)




sábado, 17 de novembro de 2018

OLHAR

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Olhar pode ser um ato sincero,
O olhar, quase sempre nos diz tudo,
Olhar, dificilmente é um gesto mudo,
É no olhar que digo aquilo que quero.


Com olhar, no silêncio vocifero,
O olhar é meu invisível escudo,
Que deixa meus pensamentos desnudos,
Vai expondo tudo aquilo que espero.


Com o meu olhar, desvendo seus medos,
Vou invadindo sua intimidade,
E descobrindo todos seus segredos,


Desmascarando suas inverdades,
Vou desconstruindo pseudo-enredos,
Revelo toda mediocridade.

(Jorge Eduardo Magalhães)


sexta-feira, 2 de novembro de 2018

HARMONIA

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Em meu peito, organiza a alegoria,
Realizando um desfile tão belo,
Carnaval harmonioso e singelo
Como a melhor direção de harmonia.


O meu "eu" desfila com alegria,
Erguendo em meu âmago um castelo,
Que em meus olhos, sentimentos revelo,
Repleto de carinho e primazia.


Em meu coração, és a diretora,
Vai coordenando meu carnaval,
De uma forma tão linda e promissora,


Passo na avenida fenomenal,
Fazendo minha escola a vencedora,
Meu pavilhão íntimo e pessoal.

(Jorge Eduardo Magalhães)

SONETO PARA O DIA DE FINADOS

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,
No tradicional Dia de Finados,
Desejo que os mortos descansem em paz,
Que ninguém os perturbe nunca mais,
Pois creio que o além é bem sossegado.


Espero que estejam bem descansados,
Rogo que não se aborreçam jamais,
São esses os meu votos funerais,
Que nunca mais sejam incomodados.


O nosso destino é o cemitério,
Todo mundo tem a sua hora,
Não tem classe social, nem critério,


Mas aviso aos inimigos de outrora,
Que meu cobiçado rito funéreo,
Infelizmente, não será agora.

(Jorge Eduardo Magalhães)