domingo, 4 de outubro de 2015
terça-feira, 22 de setembro de 2015
SONETO DA MUSA DA EDUCAÇÃO
Lá vem ela com elegância docente,
Com o seu charme tão professoral,
Contagiando até o corpo discente,
Dona de um "it" muito pessoal.
A musa da educação gonçalense,
Que trabalha na classe especial,
Vai encantando toda a nossa gente,
Minha inspiração educacional.
Sempre quando vai subindo as escadas,
Meu coração sempre bate tão forte,
Fico feliz toda vez que ela passa,
Poder contemplá-la é um ato de sorte,
O meu olhar nem ao menos disfarça,
tento fazer que meu "eu" se comporte.
(Jorge Eduardo Magalhães)
SONETO DOS HAICAIS
Desponto todo o meu imaginário,
Através dos meus simples haicais,
Revelo um particular cenário,
Nestas formas tão orientais.
Elaborados como um relicário,
Com a mesma presteza dos florais,
Tao simples e belo quanto um orquidário,
A precisão que ninguém viu jamais.
Versificação só com três estrofes,
Estrutura de um pequeno poema,
Mas, para o trovador não é problema,
O poeta lançado a toda sorte,
Constrói o seu mais precioso esquema,
Criando dos mais valorosos temas.
(Jorge Eduardo Magalhães)
SONETO DA DISPUTA DE SAMBA
Fui querendo disputar o meu samba,
Para defender minha amada escola,
Achei que estava pisando na bola,
Cheguei a pensar que eu não fosse bamba,
Levei na disputa a corda e a caçamba,
Devagar para não entrar de sola,
Levei a criançada de graçola,
Para alegrar a ala das baianas.
Mas a parceria que era de fora,
Parecia até que nunca existiu,
Colocaram meu samba na sacola,
Ninguém escutou, ninguém ouviu,
Quem ganhou foi um grande boi com abóbora,
O meu samba na primeira caiu.
(Jorge Eduardo Magalhães)
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
SONETO OCASIONAL
Não quero lhe dizer só frases feitas,
Não vou repetir apenas jargões,
Quero mostrar as minhas emoções,
Em minhas palavras tão imperfeitas.
A paixão pelo coração eleita,
Não possui regras e nem condições,
Só inesperadas ocasiões,
Que meu peito enamorado deleita.
As declarações nunca elaboradas,
Sempre transparentes e naturais,
Como grande empreendimento e jornada,
O prenúncio de signos e sinais,
Escrevendo para a pessoa amada,
Nestes sonetos tão ocasionais.
(Jorge Eduardo Magalhães)
domingo, 20 de setembro de 2015
SONETO PARA SER MUSICADO COM MELODIA DE CHORINHO
Chorei solitário este meu triste choro,
Ouvindo meus chorinhos matinais,
Como um prólogo lírico de um coro,
Em representações tão teatrais.
E vou sempre quebrando este decoro,
Nestes choros chorados musicais,
Nunca consigo colher os meus louros,
Com as inspirações especiais.
A regional tocando os instrumentos,
E eu, em minha mesa, tão sozinho,
Bandolins exalando chamamentos,
Lembrando teus abraços e carinhos,
Canções de nostalgia e lamentos,
Inebria-me este triste chorinho.
(Jorge Eduardo Magalhães)
sábado, 19 de setembro de 2015
SONETO DAQUILO QUE NÃO FOI
Aquele retrato que não tirei,
Ficou bem guardado em minha memória,
O meu grande amor que não conquistei,
Entrou para a minha mais bela história,
O grande título que não ganhei,
Foi, com certeza, minha maior glória,
Os lugares por onde nunca andei,
Fazem parte da minha trajetória.
Em meus falsos caminhos eu me aturdo,
Onde tudo é falso e tão verdadeiro,
As mais loucas sensações que misturo,
Como lindos versos de um cancioneiro,
Algo que é tão palpável e absurdo,
Que vai me consumindo por inteiro.
(Jorge Eduardo Magalhães)
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