Aquele homem de coração mui nobre,
Do Papa Sisto tinha a confiança,
Provendo a necessidade e a bonança,
Atos caritativos aos pobres.
Eis que toda fortuna se descobre,
Toda aquela cobiça que se avança,
O Imperador na ambição que se alcança,
Em uma enorme maldade que encobre,
Executou o Papa com frieza,
Naquele cego poder tão intenso,
Mandou que o Santo entregasse as riquezas,
O Santo com compaixão e bom senso,
Recusou-se com amor e pureza,
Sendo martirizado o São Lourenço.
(Jorge Eduardo Magalhães)
Um comentário:
Viva São Lourenço!
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