quinta-feira, 31 de agosto de 2023

ADQUIRAM MEU LIVRO "UMA JANELA PARA EUCLIDES" DISPONÍVEL NO SITE DA EDITORA PATUÁ



 

PRÓXIMO PROGRAMA "SAMBA À VERA" E MEU QUADRO "BAÚ DO SAMBA" (31/08)


No próximo programa SAMBA À VERA, na 5ª feira, dia 31 de agosto, a partir das 18h, a apresentadora Vera Cruz terá a honra de entrevistar o cantor e compositor Sobrinho Mocidade e André Gonçalves, diretor de Carnaval do GRES Paraíso do Tuiuti. Em meu quadro BAÚ DO SAMBA, recordaremos o desfile do GRES Paraíso do Tuiuti de 2000, "Um Monarca na Fuzarca". Conto com a presença de todos!    



 

quarta-feira, 30 de agosto de 2023

SONETO SEM RUMO 2


Bela, no mundo, desapareceu,
O poeta, sem rumo, foi vagar,
Começou ao seu anjo procurar
Para preencher o vazio seu.


Andando por aí que se perdeu,
Sem ao menos seu alento encontrar,
Lúcido, não parava de sonhar
Com insistência, não esmoreceu,


Apesar de suas desventuras,
Seguiu a trajetória com insistência,
Nunca desistindo de sua busca,


Para completar a sua existência,
E reencontrar seu anjo, com candura,
Foi longe para suprir sua ausência.

(Jorge Eduardo Magalhães)


 

SONETO SEM RUMO

Vagando sem destino pela areia,
Nos meus pés, bate o mar com a fria espuma,
Tudo ao meu redor, uma leve bruma,
Distante, o reflexo da lua cheia.


Correndo gélidos em minhas veias,
Os medos que meu coração apruma,
Temor do incerto que a mente acostuma,
Dúvidas que meu âmago incendeia.


Pela praia, vou andando sem rumo,
Refletindo sobre todos os dilemas,
Fazendo dos anseios um resumo,


Procuro algo para ser meu tema,
Sou um dilema ambulante, eu assumo,
Que minha trajetória é um poema.

(Jorge Eduardo Magalhães)


 

SONETO DA MULHER CANTANDO NA JANELA


Quando a vi cantando na janela,
De seus lábios soava um lindo canto,
Ressonava pelo ar um triste pranto,
Aquela cantiga doce e singela.


Canora melodia que revela,
As sensações que nos enchem de encanto,
Inebriando-me como um acalanto,
Canção de devaneio que é tão bela.


Formosa que canta divinamente,
Trazendo sensação inebriante,
Aprazível cânfora entorpecente,


Anjo misterioso e fascinante,
Seu canto vem trazendo em minha mente,
Recordações de um amor a todo instante.

(Jorge Eduardo Magalhães)