segunda-feira, 31 de outubro de 2016

SONETO PARA OS BAJULADORES DE POLÍTICOS

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Brigou por causa do seu candidato
Cortando-me de suas relações,
Entretanto, depois das eleições,
Adversário virou aliado,


Para bom cargo foi indicado
Entre várias outras nomeações
Evaporaram as convicções
Nesses cargos de secretariado.


E quem eu adorava, com amor
Foi deixando de ser meu grande amigo,
Querendo conquistar algum favor,


Não teve um "obrigado" recebido,
Daquele que um dia acreditou,
Que teria aquele cargo prometido.

(Jorge Eduardo Magalhães)


domingo, 23 de outubro de 2016

SONETO DO PACTO SATÂNICO

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Disseram-me que para enriquecer,
Com bastante rapidez e impacto,
É só fazer um satânico pacto,
Que na vida conseguirei vencer.


Querendo este tal ritual fazer,
Mas ao mesmo tempo sair intacto,
Sem um caminho repleto de cactos,
Não tendo que no inferno perecer.


Desejo ser rico sem nenhum trauma,
Não quero ser um ente que vagueia,
Nas trevas, junto com as outras almas,


Então tive uma ideia muito feia,
Fui filosofando com muita calma,
Será que posso vender alma alheia?

(Jorge Eduardo Magalhães)








sexta-feira, 14 de outubro de 2016

SONETO PARA OS PROFESSORES


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Aquele com a missão de ensinar,
Seu ofício que  não é valorizado,
Cujo trabalho não é respeitado,
Mesmo assim não desiste de lutar.

Aquele que vem para incomodar,
Para educar está determinado,
Que sempre foi tão mal remunerado,
Porém, insiste em vidas transformar.

Que luta contra a falta de recursos,
Enfrenta os mais diversos dissabores,
Mas nunca desiste do seu percurso.

Ama o que faz, formando vencedores,
E por isso que faço, sem decurso,
A minha homenagem aos professores.

(Jorge Eduardo Magalhães)





sexta-feira, 30 de setembro de 2016

SONETO DA BORBOLETA NA LINHA DO TREM

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Distraidamente esperando o trem,
Estava parado naquela estação,
Buscava uma fonte de inspiração,
Tentava pensar em algo ou alguém.


Mas não vindo em minha mente ninguém,
De repente, aquela linda visão,
Da borboleta pousando no chão,
Comovendo-me no seu vai e vem.


Era uma cena tão emocionante,
Inspiradora de meus estribilhos,
Bela borboleta esvoaçante,


O sol a realçando com seu brilho,
Porém, passou o trem em um instante,,
Ela ficou esmagada nos trilhos.

(Jorge Eduardo Magalhães)

terça-feira, 20 de setembro de 2016

SONETO DA INVASÃO

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Lembra como era belo aquele monte?
Com seu tom esverdeado bucólico,
Admirá-lo me deixava tão eufórico,
Nele corria uma límpida fonte.


La em cima contemplava o horizonte,
Vivemos tantos momentos históricos,
Era um lindo cenário pictórico,
Por cima do riacho tinha a ponte.


Um dia, um politico populista,
Incentivou ali uma invasão,
Para ele, uma grande conquista


Todo verde virou um favelão,
Que destruiu aquela bela vista,
Aquela fonte agora é um valão.

(Jorge Eduardo Magalhães)