sexta-feira, 28 de maio de 2010

PATRÍCIA VOLTOU



Patrícia voltou


Patrícia voltou,
Voltou e veio para ficar,
Que bom que não nos abandonou,
Que bom que ela não saiu doar.

Eu senti saudades,
Da Patrícia na televisão,
Narrando os fatos da nossa cidade,
Trazendo alegria ao meu coração.

Mas Patrícia ressurgiu,
E toda a cidade sorriu.

(Jorge Eduardo Magalhães)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

PREFÁCIO DO NOVO LIVRO DE NELSON TANGERINI FEITO POR JORGE EDUARDO MAGALHÃES

 Nelson Tangerini em Niterói

Ainda neste ano será publicado o livro Nestor Tangerini e o Café Paris, pelo qual tive a honra de fazer o prefácio. Confiram:

OS PARISIENSES DE NITERÓI
 Quando ouvimos falar em Literatura Brasileira da década de 1920 lembramos logo da Semana de Arte Moderna realizada nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo, com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia e os demais jovens paulistas que tinham como finalidade colocar a cultura brasileira a par das vanguardas européias, ao mesmo tempo em que pregavam a consciência da realidade brasileira.
 Nesta mesma década em Niterói, a então capital do estado do Rio de Janeiro, um grupo de poetas satíricos formado por Nestor Tangerini, Luiz Leitão, Renê de Descartes Medeiros, Luiz de Gonzaga, entre outros, reuniam-se, com frequência no extinto Café Paris para discutir literatura e declamar seus poemas, nome este que deu aos seus poetas freqüentadores a alcunha de “parisienses”.
 Nestor Tangerini, paulista de Piracicaba, autor de revistas como O tabuleiro da baiana e Gol; caricaturista e poeta satírico podia ser visto constantemente com seus amigos no Café Paris para falar de literatura e fazer trovas e sonetos que tratavam do cotidiano. Satirizavam a si mesmos ou uns aos outros, os seus vícios, suas manias e nem na hora da morte deixavam de fazer troças com os companheiros – como o caso de Nestor Tangerini, que, ao saber do falecimento de Luiz Leitão, o maior poeta humorístico fluminense, em 1936, escreveu uma trova onde os vermes, ao receberem o corpo de Leitão sepultado, comemoravam ter cachaça. Exaltavam a bela Atalá, linda moça niteroiense que arrancava suspiros dos parisienses, faziam soneto-propaganda para as lojas da cidade e ainda satirizavam as senhoras casadas que se mostravam zangadas com rapazes galanteadores, mas acabavam dizendo o endereço de suas casas.
 Embora escrevessem sonetos e, de forma geral, poemas com rimas e métricas lembrando claramente o estilo parnasiano, podemos considerar que os parisienses formavam uma espécie de Modernismo Fluminense ainda muito pouco conhecido e estudado pelo seleto meio acadêmico.
 Neste livro, Nelson Tangerini, filho de Nestor, jornalista e professor de literatura, não faz só uma homenagem ao seu pai, mas ressuscita o Café Paris, que em janeiro de 1943 foi demolido para a construção da Avenida Amaral Peixoto, e todos os parisienses de Niterói, dando-lhes o destaque merecido nos cânones da Literatura Brasileira.



(Jorge Eduardo Magalhães – Escritor, professor de Literatura e mestrando pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro)

Prefácio do livro NESTOR TANGERINI E O CAFÉ PARIS - NITERÓI, RJ, ANOS 1920.
DE NELSON TANGERINI, EDITORA NITPRESS, 2010.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

CONTO DE JORGE EDUARDO MAGALHÃES NO JORNAL POLEGAR - NOVO HAMBURGO-RS



A privilegiada
 “Sou muito feliz, meu pai é um bem sucedido empresário da área de hotelaria e minha mãe é dona de uma rede de academias de ginástica., tem filiais em todo o país.
 Todos os anos viajo para um país diferente. Já fui à França, Espanha, Suíça, Argentina; ano passado fui a Portugal, conheci Lisboa, Coimbra, Cascais, Porto. Talvez esse ano nos vamos conhecer o Canadá.
Portanto, não podemos namorar, somos de classes diferentes, meus pais não iriam aceitar. Sou cortejada pelos melhores partidos desta cidade. Sei que você gosta de mim, mas é impossível que aconteça alguma coisa entre nós, aliás, acho que você está querendo demais, não acha?
 Espero que você não fique chateado com a minha sinceridade, mas não queria despertar falsas expectativas em você. Agora tenho que ir, pois tenho que acompanhar meus pais a um jantar na casa do governador, o filho dele é apaixonado por mim. Adeus!”
 Ficou observando o seu pretendente, cabisbaixo, afastando-se até desaparecer. Pegou o ônibus para o subúrbio onde morava, sua casa era humilde e ao entrar, seu pai, bêbado, sussurrou:
 - Por que você demorou tanto?
 - Desculpe a demora, é porque eu estava até agora conversando com o filho do governador, ele é apaixonado por mim, eu disse que o nosso amor é impossível, que sou de família pobre; mas ele disse que não se importa com isso e...

                    (Jorge Eduardo Magalhães)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

SAUDADES DE PATRÍCIA




Da bela Patrícia sinto saudades,

Receio nunca mais aparecer,

A sua linda imagem na tevê,

Dando notícias da atualidade.



Da bela Patrícia sinto saudades,

Tenho medo de nunca mais lhe ver,

Novos fatos do dia me trazer,

Vê-la é primícia de felicidade.



Sinto saudades da bela Patrícia,

Pois eu suplico para ela voltar,

O seu mais lindo e singelo falar,

Aos meus ouvidos é uma carícia.

(Jorge Eduardo Magalhães)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

CONTO DE JORGE EDUARDO MAGALHÃES PUBLICADO NO JORNAL POLEGAR - NOVO HAMBURGO-RS



A mulher do Almeida
 Depois de um intenso dia de trabalho, Almeida, como sempre, voltava mal humorado para casa, pois sabia que ao chegar se depararia com sua mulher gorda, deitada no sofá e sempre vinha a mesma frase em seu pensamento: não foi com essa mulher que me casei.
 Quando entrou em casa levou um susto, a casa estava vazia, os móveis, os eletrodomésticos, a mulher, tudo havia desaparecido. Somente ficara o espelho do banheiro onde tinha um bilhete colado com chiclete mascado, era de sua mulher:

 “Almeida,
 Estou indo morar com o Adaílton, desculpe levar tudo de casa, mas estou começando um vida nova. Não me procure nunca mais.”
 - Mas que vaca! – rosnou Almeida – Ela tinha que levar as coisas de casa?
 Pensou em dar um tiro, uma facada, mas chegou à conclusão de que não valia a pena. Era muita traição, afinal o Adaílton era o seu melhor amigo.
 Com tristeza lembrava-se dos móveis que mandou fazer, da geladeira que gelava sua cervejinha, da televisão, que ainda estava pagando e onde assistiu o seu futebol, do fogão em que fazia seu mocotó, sua feijoada.
 O tempo foi passando e junto a raiva foi amenizando, aos poucos Almeida conseguiu comprar tudo de novo.
 Um dia recebeu uma visita inesperada.
 - Adaílton! O que você está fazendo aqui, seu traidor!?
 - Não tenho dormido à noite, me sinto muito mal com o que fiz e tenho que me retratar contigo.
 - Entra, desgraçado!
 Adaílton entrou e se sentou. Seu constrangimento era visível.
 - Sei que fiz muito mal em ficar com a sua mulher, mas é que nos apaixonamos e faço questão de te devolver todos os móveis e eletrodomésticos.
Almeida se levantou, abraçou o amigo e começou a chorar.
 - Não precisa, pode ficar com tudo. Você é o melhor amigo que eu já tive! Obrigado, meu amigo! Obrigado!
 Abriram uma cerveja para brindar à velha amizade.
 
(Jorge Eduardo Magalhães)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

"VAGANDO NA NOITE PERDIDA" À VENDA NO SITE DA EDITORA MULTIFOCO

Caros amigos
Meu romance Vagando na noite perdida já está à venda no site da Editora Multifoco. Com certeza vocês vão gostar do romance não vão conseguir parar de ler ´do início ao fim. o site é: http://www.editoramultifoco.com.br/catalogo2.asp?lv=257

Agradeço a todos pelo carinho.

"OS CARAS DE PALCO" EM CARTAZ NO TEATRO PRINCESA ISABEL



Nos dias 5 e 6 de maio, às 21:00h, no Teatro Pricncesa Isabel, será apresentada minha peça "Os caras de palco", com a direção de Zaira Zambelli. A peça é livremente inspirada em "O Mambembe", de Artur Azevedo. A peça é uma comédia e mostra a trajetória de uma companhia de teatro que vai fazer uma apresentação numa cidade do interior onde enfrenta problemas como a falta de recursos e os interesses políticos locais. O Teatro Princesa Isabel fica na Av. Princesa isabel 186 - Copacabana. Vale a pena conferir.
Censura: Livre
Preço: R$ 10,00