segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

JORGE EDUARDO MAGALHÃES PUBLICA CONTO DE NATAL EM EDITORA PORTUGUESA

Em dezembro de 2008 foi publicado o meu conto "Mais um Natal que passou" na Colectânea de Contos de Natal, pela Letrário Editora, Lisboa, capital de Portugal. A coletânea sobre temas natalinos selecionou contos de escritores portugueses, brasileiros e angolanos. Leiam meu conto abaixo:
Mais um Natal que passou

Desde que uma cartomante dissera que o grande amor de sua vida entraria pelo portão de sua casa numa véspera de Natal, ficava apreensiva todo ano quando se aproximava a data festiva. Mesmo tendo passado quase dez anos que a previsão havia sido feita, nunca perdia a esperança e sempre mandava fazer um vestido novo para passar o dia vinte e quatro de Dezembro.
Estava perto de completar quarenta anos e ainda morava na casa de seus pais, pois seu minguado salário de professora primária mal daria para pagar um quarto e fora que seus pais, já idosos, precisavam dela.
Suas duas irmãs moravam com suas respectivas famílias no mesmo terreno e, além de cuidar dos pais, também auxiliava na criação dos sobrinhos.
Todo ano, no mês de Dezembro, gastava todo o seu décimo-terceiro salário com a preparação da ceia de Natal da família e com os presentes para os pais, irmãs, cunhados e sobrinhos e todos comemoravam a data montando uma farta mesa no quintal em comum.
Apesar de toda a sua dedicação, de ter abdicado de sua própria vida em prol da família, sempre ouvia piadas por parte dos pais, irmãs e cunhados por ainda estar solteira e tais gracejos ficavam ainda mais cruéis nas festas de fim de ano, quando sempre exageravam um pouco mais na bebida.
Mesmo sabendo dos infortúnios que ia passar e as coisas que teria que ouvir como nos anos anteriores, estava disposta a passar mais um Natal em família, pois tinha certeza absoluta de que a previsão da cartomante iria se concretizar e, como sempre, comprou toda a ceia, presente para todos e mandou fazer um vestido bem bonito com a melhor costureira do bairro.
Ficou ainda mais entusiasmada quando ouviu um de seus cunhados comentar que na véspera de Natal receberia em sua casa um colega de trabalho. Tinha certeza, era esse colega de trabalho o grande amor da sua vida que a cartomante tinha falado. Como ele seria? Seria bonito? Suspirava só de pensar nele entrando pelo portão de sua casa e ficava horas e mais horas cantarolando, imaginando o rosto do grande amor de sua vida que estava para chegar.
Como nos Natais anteriores, todos beberam um pouco além da conta e fizeram as gozações de sempre. Alguém até chegou a lhe chamar de encalhada. Riu tentando fingir levar na brincadeira.
A hora foi passando e nada do tal amigo chegar. Estava ansiosa e a cada instante olhava para o portão.
Finalmente deu meia-noite e cessaram as piadas para receberem os presentes que ela havia comprado. Finalmente entrou o amigo portão adentro. Era gordo, careca, feio, usava uma camisa amarrotada e estava completamente embriagado, pois estava deprimido por ter brigado com a esposa. Foi apresentado a todos e na hora de cumprimentá-la vomitou em cima de seu vestido. Todos riram e alguém comentou que aquilo podia ser um sinal de sorte e, de repente, poderia até arranjar um marido.
Sorriu sem jeito e saiu para tomar um banho. Quando se trancou no banheiro começou a chorar, mas rapidamente se recompôs, afinal não podia perder a esperança, tinha certeza de que no Natal do próximo ano tudo seria diferente.

Fim
Jorge Eduardo Magalhães nasceu no Rio de Janeiro no dia 13 de Fevereiro de 1972. Em 1997 graduou-se em Letras pela Faculdade de Humanidades Pedro II tendo as especializações em Literatura Brasileira e Portuguesa, ambas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente leciona na Rede Estadual de Ensino e na Prefeitura Municipal de São Gonçalo.
Publicações: O amor e o escarro (Contos-2001), Coração Venal (Romance-2002), Moleque João e o Rio Sarapuí (Infantil-2003), O menino da Portela (Infantil-2003), além de ter publicado contos na Revista do Clube dos Escritores de Piracicaba e do jornal "O debate".
Az. Torre do Fato, 2 A, 1600-298 Lisboa
Az. Torre do Fato, 2 A, 1600-298 Lisboa

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

"O SÍTIO DAS FLORES FALANTES", EM CARTAZ EM DEZEMBRO NO TEATRO PRINCESA ISABEL



Nos dias 16 e 17 de dezembro às 20:00h será apresentada no Teatro Princesa Isabel a peça infantil O sítio das flores falantes, com a direção de Zaira Zambelli. A peça é faz parte da etapa final do Curso de Teatro Zaira Zambelli, onde no final os formandos sempre participam de uma prática de montagem. O texto que, eu escrevi especialmente para os alunos da turma infantil, fala sobre um sítio ónde as flores falam cujas proprietárias, as irmãs Lívia e Lílian cuidam com muito zelo. O sítio é cobiçado pela poderosa Teodora, que faz de tudo para adquiri-lo porque acredita que lá tem minas de ouro. para pôr em prática seus planos conta com a ajuda de João Capachão, seu secretário e Zé Formigão, que foi expulso do formigueiro do sítio por não gostar de trabalhar. O Teatro Princesa Isabel fica na Rua Princesa Isabel 186 e o ingresso custa R$ 10,00. Vale a pena conferir.

sábado, 8 de novembro de 2008

JORGE EDUARDO MAGALHÃES - CANDIDATO À ABL

Neste ano de 2008 tive a ousadia de me candidatar à vaga da cadeira 23 que foi ocupada por Zélia Gattai. Um dia chego lá. Leiam a matéria da Folha On Line:

18/08/2008 - 20h09
Cadeira deixada por Zélia Gattai na ABL tem 19 candidatos
Publicidade da Folha Online
A cadeira fundada por Machado de Assis, da qual a escritora Zélia Gattai foi a última ocupante, tem 19 candidatos para sua sucessão. O nome do escolhido deve ser anunciado na próxima quinta-feira (21), informou nesta segunda-feira a Academia Brasileira de Letras.
Fundação Casa de Jorge Amado
19 nomes disputam a cadeira ocupada pela escritora Zélia Gattai
Os candidatos são Luiz Paulo Horta, Antônio Torres, Nelson Valente, Marcelo Henrique, Isabel Lustosa, Jorge Eduardo Magalhães de Mendonça, Marco Aurélio Lomonaco Pereira, Ziraldo Alves Pinto, Blasco Peres Rego, Paulo Hirano, Valter Escravoni Alberto, Fábio Lucas, Embla Rhodes, José Paulo da Silva Ferreira, Octavio de Melo Alvarenga, João Carlos Zeferino, Palmerinda Vidal Donato, Felisbelo da Silva e Marylena Barreiros Salazar.
O candidato que primeiro obtiver 20 votos em qualquer dos quatro escrutínios previstos será eleito.
A sessão secreta para a escolha da cadeira 23 na ABL começa às 16h.
Gattai morreu em 17 de maio deste ano em Salvador e foi a sexta ocupante da cadeira. A eleição da escritora ocorreu em 7 de dezembro de 2001 e ela sucedeu o marido, Jorge Amado.
Gattai foi recebida na ABL em 21 de maio de 2002 pelo acadêmico Eduardo Portella. A escritora nasceu em São Paulo em 2 de julho de 1916.
A cadeira 23 também foi ocupada por Lafayette Rodrigues Pereira, Alfredo Pujol, Otávio Mangabeira, Jorge Amado e Zélia Gattai Amado.
Leia mais
Especial
Leia o que já foi publicado sobre ABL
PUBLIEDITORIALLIVRARIA DA FOLHA
Série "Folha Explica" decifra os principais autores da literatura brasileira

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

"A RAINHA DO SUBÚRBIO" EM JANEIRO NO TEATRO POSTO 6 EM

















Nos dias 7 e 8 de janeiro de 2009 às 21:00h será apresentada a minha peça A rainha do subúrbio, dirigida por Zaira Zambelli. A peça narra a trajetória de Iracema, uma rica empresária que vive numa mansão em Bento Ribeiro e sonha em ser chique. No dia de São Cosme e São Damião, seu santo padroeiro, oferece um macarrão com galinha em homenagem a uma socialite e convoca os componentes da Acadêmicos de Bento Ribeiro, sua escola do coração. A reunião promete as mais engraçadas confusões. O Teatro Posto 6 fica na Rua Francisco de Sá em Copacabana e o ingresso custa R$ 10,00. Confiram as fotos.


sábado, 1 de novembro de 2008

Leitura de peça teatral















No próximo sábado, dia 8 de novembro, às 16:00h, acontecerá a leitura de minha peça Farsa machadiana, dirigida por Zaira Zambelli, na Biblioteca Municipal Machado de Assis. Na peça os personagens dos romances Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e Dom Casmurro se encontram e vão cobrar ao próprio Machado de Assis o porquê de seus destinos. A Biblioteca Municipal Machado de Assis fica na Rua Farani 53 em Botafogo e a entrada é franca. Conto com a presença de todos. Confiram os nomes e a foto do elenco:


Texto: Jorge Eduardo Magalhães

Direção: Zaira Zambelli

Elenco:
- Mere Oliveira – Dona Glória
- Rosana Vieira – Marcela
- Nielsen Roças – José Dias
- Cláudio Portela – Rubião
- Áureo Goulart – Protonatário Cabral
- Liane Brixner – D. Fernanda
- Alessandra Novo – Dona Tonica
- Helaine Canto – Mãe de Deolindo
- Mariana Alves – Eugênia
- Thiago Maciel – Machado de Assis
- Bernardo Brum – Rubricas

Data: 08 de novembro de 2008 às 16:00h.

Local: Biblioteca Popular Machado de Assis
Rua Farani 53 – Botafogo Rio de Janeiro – RJ
Tel.: (21) 2551-2449
Entrada Franca

terça-feira, 23 de setembro de 2008

LEIAM MEU ROMANCE "CORAÇÃO VENAL"

ATENÇÃO LEITORES:
EM BREVE UMA CAIXA POSTAL E A CONTA CORRENTE PARA FACILITAR A TODOS OS INTERESSADOS EM ADQUIRIR ESTE LIVRO.

• FICHA TÉCNICA

• Título: Coração Venal
• Autora: Jorge Eduardo Magalhães
• Romance - 112 págs. - R$ 20,00


• SINOPSE

Publicado em 2002 pela Litteris Editora, Coração venal é um romance forte, verdadeiro e cotidiano. Assim pode ser definido Coração Venal, do escritor Jorge Eduardo Magalhães.
Tendo por pano de fundo a cidade do Rio de Janeiro, o livro conta a história de um homem em busca de um verdadeiro amor. Um homem sofrido e vivido, mas inconscientemente esperançoso, o personagem principal de Coração Venal, cultiva o sentimento universal que move todo ser humano: amar e ser amado. É essa busca incessante pelo amor que move as páginas deste denso romance numa panorâmica pelos locais de decadência e prostituição do Rio. É a busca esperançosa e incessante por uma mulher que o ame e que mereça o seu amor que faz Coração Venal ser o romance atual e cotidiano.

O romance leva o leitor a visualizar cada “cena” apresentada, este livro é um verdadeiro “longa-metragem”, onde cada página torna-se um fotograma pronto para ser apreciado pelo leitor.

SINOPSES DE OBRAS NÃO-PUBLICADAS

ATENÇÃO EDITORES:ESTOU DIVULGANDO EM MEU BLOG O RESUMO DE MINHAS OBRAS AINDA NÃO PUBLICADAS. CASO SE INTERESSEM, ENTREM EM CONTATO PELOS E-MAILS JEMAGALHAES@YAHOO.COM.BR OU J.EDU.MAGALHAES@HOTMAIL.COM. COM CERTEZA MEUS LIVROS SÃO AGRADÁVEIS DE SER LER E POR ISSO SÃO COMERCIAIS.

SINOPSE: O RETRATO DE PERPÉTUA
CATEGORIA: ROMANCE

O romance mistura prosa, poesia e teatro. W. é um Poeta que vive de vender sues livros nos bares do centro do Rio, tem uma fixação por uma repórter de TV a quem chama de P.H. W. Suspeita de que foi contaminado por uma garota de programas com quem teve um caso, devido às constantes febres noturnas, mas mesmo assim, segue sua rotina vendendo seus livros e escrevendo sonetos para P.H, sua amada. Sua vida começa a mudar quando compra num sebo um livro de um poeta chamado Ribeiro Gomes cujos seus poemas são dedicados à Perpétua, sua musa inspiradora. W. fica impressionado, quando vê a gravura de Perpétua na contracapa do antigo livro e percebe que ela é igual a P.H. Começa então um misto entre delírio e realidade, loucura e lucidez.

SINOPSE: HETERONÍMIA MALDITA
CATEGORIA: ROMANCE
Escrito em forma de trabalho acadêmico, o romance Heteronímia maldita aborda a relação do narrador-personagem com seus heterônimos Humberto e Isadora, seu sonho de entrar para a vida acadêmica através de sua tese sobre Fernando Pessoa e seu gradativo processo de destruição. É dividido em 5 partes: "Introdução", "A heteronímia", "O projeto", "Personificação e desgraça"e "Epílogo".
Na "Introdução", o narrador-personagem diz a que se propõe falar.
Na segunda parte, “A heteronímia”, o narrador fala sobre sua solitária infância onde se dedicava em tempo integral à leitura e a escrever seus primeiros versos tendo apenas Humberto e Isadora como amigos, amizades, que desde o princípio, nunca foram compreendidas por seus familiares, nem vizinhos, nem colegas de escola, sempre lhe vendo como uma pessoa insana, com problemas mentais até a sua passagem pela faculdade, docência e os fracassos de seu casamento, carreira literária, acadêmica e o meu conseqüente isolamento do mundo.
Em “O projeto”, destaca a sua tentativa de ingressar na vida acadêmica, onde, por admirar as pessoas utópicas e por ser apaixonado pela obra de Pessoa, tem a pretensão de ingressar no Mestrado em Literatura Portuguesa com o projeto de dissertação intitulado A utopia na obra de Fernando Pessoa como onde faz uma abordagem sobre alguns aspectos utópicos na obra de Fernando Pessoa, enfatizando os seus heterônimos Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis, bem como a sua poesia ortônima, dando enfoque à Mensagem.
Em “Personificação e desgraça”, descreve os problemas mais graves que a sua heteronímia, lhe causa sendo até acusado de estupro.
O "Epílogo", põe em cheque os limites entre realidade e devaneio.

SINOPSE: APRISIONANDO VERA FELDMANN
CATEGORIA: ROMANCE

Narrado em primeira pessoa, com uma dose de humor negro, o narrador-personagem, que tem uma fixação por uma atriz, fala de suas frustrações e os desprezos que sofreu na vida de sua mãe e dos colegas de escola. A sua fixação pela atriz Vera feldmann o faz imaginar que existe uma conspiração para destruir sua carreira, por isso a rapata e a aprisiona em seu apartamento.

SINOPSE: VAGANDO NA NOITE PERDIDA
CATEGORIA: ROMANCE

O romance Vagando na noite perdida é todo narrado em primeira pessoa e oscila entre o tempo presente e o flash-back fazendo uma abordagem do psicológico, onde faz um confronto entre o real e o imaginário, a alucinação e a realidade.
Após matar Gisele, um travesti adolescente com quem mantém um romance doentio, no quarto da hospedagem onde vive, o narrador-personagem sai vagando na madrugada pelas ruas do centro do Rio.
Em sua trajetória sem rumo vai se deparando com os tipos mais sórdidos e bizarros da madrugada carioca ao mesmo tempo que vai fazendo um balanço de toda a sua vida e de tudo o que deixou para trás como a carreira, a família e o emprego por causa do vício e da indolência.
No desenrolar do romance, durante o tempo presente, o protagonista vai caminhando pelos becos escuros, recorda toda a sua vida numa família de classe média, desde a sua adolescência, quando escondiam segredos de família; sua formatura, se forma e vai trabalhar numa área que não suporta; casamento, não se acostuma com a vida a dois até largar tudo e se envolver com os vícios do jogo, drogas e bebida.
No ponto em que perde tudo e vai morar numa hospedagem barata nas proximidades da Lapa descreve a sua vida de crimes, vícios e sua conturbada relação com Gisele por quem tem uma paixão doentia.
No final, já frustrado, sem perspectiva e com total desinteresse pela vida, entrega-se à polícia.

SINOPE: QUEM ME VIU MATAR A TITIA?
CATEGORIA: CONTOS

O livro de contos Quem me viu matar a titia? Possui três estórias, onde três narradores, que supostamente estão numa prisão ou num manicômio judiciário, relatam suas trajetórias de loucura e assassinato.
No primeiro conto “A boneca”, um jovem drogado se impressiona com o olhar macabro de uma boneca vestida de cigana que fica na porta de uma casa onde funciona um centro espírita e se faz consultas de tarô e búzios. Por coincidência ou não, começa a namorar uma menina que vive com a tia e tem mania de jogar tarô e que cuja sala de sua casa há um quadro com um retrato idêntico ao da boneca que viu no centro espírita. Sente-se zonzo ao olhar para o quadro.
No seu delírio começa a achar que todos estão envolvidos num complô contra ele, principalmente ao ver a imagem horrenda da tia de sua namorada que tem um estranho desenho em seu rosto.
Começa a achar que sua namorada é prisioneira de um bizarro jogo de bruxaria e resolve salvá-la matando sua tia.
Só no final é que ele descobre que o desenho no rosto da senhora é a marca do lugar para se aplicar a radioterapia num tratamento de câncer.
No conto “Quem me viu matar a titia?”, um rapaz fica órfão e é adotado por sua tia viúva e sem filhos. A tia lhe trata como se fosse seu filho e planeja para ele um futuro brilhante, porém, não tem o mesmo sentimento pela tia nem pelos estudos e começa a se envolver com droga. À medida que vai se viciando começa a ficar cada vez mais agressivo, e na ânsia de conseguir dinheiro mata a tia e enterra o corpo no quintal.
A partir daí começa a receber vários telefonemas ameaçadores de alguém dizendo que sabe o que ele fez. Desconfiando de um colega de vício, o atrai até a sua casa matando-o a sangue frio.
O conto “Bom-bom e Mau-mau”, dois policiais, um mediante tortura psicológica, outro mediante uma conversa amigável, fazem com que um jovem psicótico confesse os detalhes de estupro e assassinato de uma criança.
Na Quarta parte “Epílogo”, cada um dos narradores fazem uma análise sobre seus comportamentos.


SINOPSE: O NOME TATUADO
CATEGORIA: ROMANCE

O romance O nome tatuado retrata o dia a dia do enfermeiro Afonsinho, um homossexual que vai em busca de si mesmo através das mais sórdidas e bizarras perversões sexuais.
Afonsinho vive num pequeno apartamento no centro do Rio e vive em busca de saciar seu desejo nos banheiros da Central do Brasil e por todo o centro da cidade.
Com várias cenas de flash-back, voltamos também às constantes humilhações que passa durante sua infância e adolescência e seu envolvimento com Edílson, que nutre por Afonsinho um misto de ódio, tara e desejo, submetendo-lhe a todos os seus caprichos sexuais.
Durante uma de suas andanças pela Central do Brasil, vê um nome masculino tatuado no braço de uma prostituta e fica impressionado com aquele nome. Quem seria o dono daquele nome? Por que a prostituta tatuou no braço? São dilemas que vão mudar a sua vida para sempre.
O livro tem características realista-naturalista e tem como cenários lugares sujos e mal freqüentados do Centro do Rio de Janeiro.

SINOPSE: O MANTO NEGRO NA ESCURIDÃO
CATEGORIA: CONTOS

O livro de contos O manto negro na escuridão apresenta cinco contos macabros onde a fantasia e a realidade se confundem.
O conto-título “O manto negro na escuridão” relata a trajetória de Sandro, rapaz do interior que, a pretexto de estudar na capital, dedica suas noites a rituais macabros e às mais sórdidas orgias chegando inclusive a cometer um assassinato e a dedicar o cadáver como oferenda em troca de conquistar a pessoa amada.
Em “A iniciação”, neófito de uma misteriosa ordem secreta tem como missão no ritual de iniciação colocar fogo em um mendigo.
No conto “Interno 473”, um homem acorda num manicômio já vestido com um uniforme com o número quatrocentos e setenta e três. Neste misterioso lugar ninguém tem nome, pois todos são tratados pelos respectivos números. Ele não sabe como nem por que foi parar lá e tenta a todo custo fugir e luta para não enlouquecer de verdade.
Em “O grotto do Reverendo Schüller”, uma adolescente que está presa num cubículo fétido por membros da seita satânica da qual faz parte, relata como e o motivo pelo qual entrou para a seita e o porquê deles a aprisionarem em um cubículo da casa onde a seita funciona.
O último conto, “Psivampirismo” narra o processo de enlouquecimento de Gertrand, um psivampiro que suga a energia das pessoas e que, aos poucos sua necessidade de energia vital vai se tornando tão grande que começa a sugar o sangue das pessoas.