domingo, 11 de outubro de 2015

SONETO DO FILHO PRÓDIGO


O filho com toda prodigalidade,
Gastou do pai parte do seu dinheiro,
Ficando na miséria por inteiro,
Retornou passando necessidade.


O pai, repleto de felicidade,
Mandou assar o  seu melhor cordeiro,
Pela volta do filho gastadeiro,
Fazendo uma grande festividade.


O outro filho cheio de razão,
Fez de suas mágoas, suas dores,
Pai, eu te servi, com dedicação,

Enquanto ele viveu num mar de flores,
Prosseguiram na comemoração,
Promovendo a inversão de valores.

(Jorge Eduardo Magalhães)

sábado, 10 de outubro de 2015

SONETO DO LIVRO AUTOGRAFADO

 

Dedico-te este livro autografado,
Para fazer parte da tua história,
Ficar registrado em tua memória,
Que existiu este poeta apaixonado.


Que tanto te adorava no passado,
Você, sua inspiração, sua glória,
Recordação de sua trajetória,
Nos versos que a ti são destinados.


Espero que se orgulhe da homenagem,
Que faço com o fundo do meu ser,
Tal paixão, um delírio, uma viagem,


Com certeza, nunca vou te esquecer,
Declaro-te esta paixão com coragem,
Mas entendo que é difícil de crer.

(Jorge Eduardo Magalhães)

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

SONETO DA DESAGRADABILIDADE


               Chegou aquela criatura horrenda,
               Parece até que saiu da caverna,
               Desagradabilidade tão certa,
              Não sei por que ela não se aposenta.

              Parece que solta fogo da venta,
              Com aquela horrorosa boca aberta,
           Sempre chata com a mesma conversa,
            Subir as escadas não mais aguenta.
       
         Não conseguindo ficar nem de pé,
       Fica aos seus pares sempre perturbando
         Com seu cheiro de cigarro e café,

         Vai a todo ambiente sufocando
         Bem que poderia, com muita fé,
          Contemplar a todos se aposentando.

               (Jorge Eduardo Magalhães)

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

SONETO DO DESABAFO


Por que você não me responde mais?
Fico pensando em ti a toda hora,
Este poeta que tanto te adora,
Que só para ti lindos versos faz.


Juro que não te magoarei jamais,
Forte sentimento que em mim aflora,
Minha pálida vida se renova, 
Deliciosa sensação me traz.


Não sei o que aconteceu comigo,
Foi muito bom olhar o teu olhar,
Parar de pensar em ti, não consigo,


Esta paixão, eu não sei explicar,
Mas antes de tudo, sou teu amigo.
Com respeito, vou sempre te adorar.

(Jorge Eduardo Magalhães)





terça-feira, 6 de outubro de 2015

SONETO DA LUZ PRÓPRIA



Desenhando teu nome que reluz,
Mexendo com o meu imaginário,
A tua linda imagem que seduz,
Ao mais precioso relicário,

Toco em tuas mãos e algo me conduz,
A imaginar um lindo cenário,
Repleto de graça, com muita luz,
Sentimentos tão mistos e contrários.


Eu, pensando o tempo todo em você,
Tua imagem preenche o meu vazio,
Ilumina o meu solitário ser,


Aquecendo-me nas noites de frio,
Teu olhar, tão difícil de esquecer,
Meus versos a você reverencio,

(Jorge Eduardo Magalhães)

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

SONETO DO NOME RELUZENTE



Não há nada neste mundo que faça,
Que eu consiga deixar de em ti pensar,
Não existe algo que satisfaça,
Mais do que eu poder te contemplar,


Com você meu coração descompassa,
Sempre quando a vejo por mim passar,
Um sentimento que em mim se embaraça,
Toda vez quando te vejo chegar.


Isso não tem explicação plausível,
Nunca mais saiu da minha mente,
Pensar em ti me deixa tão sensível.


Algo forte que meu coração sente,
Tua imagem, um sonho tão incrível,
O teu nome é tão lindo e reluzente.

(Jorge Eduardo Magalhães)