sábado, 8 de agosto de 2015

SONETO DO DOCE ENJOATIVO


Tratava-a com bastante doçura,
Toda minha devoção e amor,
Para mim, lindo anjo de candura,
Cuidei dela como uma rara flor.


Foi para minhas tristezas a cura,
A vida, um delicioso sabor,
Entreguei-me àquela paixão tão pura,
Venerando os seus olhos, sua cor.


Porém, não sei por que tão de repente,
Minha flor foi esfriando comigo,
Eu, sempre tão doce e tão carente,


Comecei a ser por ela esquecido,
Não me dava a atenção de anteriormente,
O docinho ficou enjoativo.

(Jorge Eduardo Magalhães)

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

SONETO SEM RUMO 2


Anjo, no mundo, desapareceu,
O poeta, sem rumo, foi vagar,
Para preencher o vazio seu,
Começou ao seu anjo procurar.


Andando por aí que se perdeu,
Sem ao menos seu anjo encontrar,
Com insistência, não esmoreceu,
Lúcido, não parava de sonhar.


Apesar de suas desventuras,
Seguiu a trajetória com insistência,
Nunca desistindo de sua busca,


Para completar a sua existência,
E reencontrar seu anjo, com candura,
Foi longe para suprir sua ausência.

(Jorge Eduardo Magalhães)



terça-feira, 4 de agosto de 2015

SONETO DO REENCONTRO


Tive sorte em te encontrar,
Como é bom estar contigo,
Minha vida faz sentido,
Muito bom te abraçar.
 
Meu reflexo em seu olhar,
Reflete um amor bonito,
Seu amado, seu amigo,
Está sempre em ti pensar.
 
Sou grato de coração,
De tudo que faz por mim,
Te adoro de paixão,
 
Um amor que não tem fim,
Que me tira da razão,
Eu te reencontrei, enfim.
 
(Jorge Eduardo Magalhães)

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

SONETO PARA SER MUSICADO COM MELODIA DE BOSSA NOVA


Quando passou, não olhou,
Tão bonita quanto o mar,
Foi andando, não parou,
Como um barco a se afastar.


Como a tarde de verão,
Que esvai com o anoitecer,
Transpirando de emoção,
Radiante de viver.


A menina que passou,
Ainda vive em meus versos,
É para ela que estou,


Criando no meu reverso,
Poesia que deixou,
O poeta tão disperso.

(Jorge Eduardo Magalhães)

SONETO DA ANSIEDADE


SONETO DA ANSIEDADE
A ânsia que sempre vem, 
Muita agitação me traz, 
Estimula meu porém, 
Com euforia demais.


O meu "eu" sempre contém, 
A lembrança que se faz,
Coração que dentro tem, 
Dilemas cada vez mais.


Vem brotando minhas agruras,
Surgem em mim recordações, 
Sentimentos se misturam,


Minhas doces sensações, 
As feridas não se curam,
Vêm com muitas emoções.

(Jorge Eduardo Magalhães)

domingo, 2 de agosto de 2015

SONETO DO VELHO CALENDÁRIO

 

O tempo perdido no calendário,
Fez o tempo passar e eu não vi,
Mas não mudou o antigo cenário,
Estas paisagens que eu nunca esqueci.


Este tempo foi meu adversário,
Mas minhas emoções eu não perdi,
Os anos tão cruéis e arbitrários,
Porém, nunca apagaram o que eu vivi.


Com os anos, muitas coisas mudaram,
Mas estão vivas em minhas lembranças,
Dos lindos momentos que se passaram,


Recordando sempre em minhas andanças,
Fatos lindos que foram e ficaram,
Vivos em mim e me fazem criança.

(Jorge Eduardo Magalhães)

sábado, 1 de agosto de 2015

SONETO DA CARTA DE AMOR ESQUECIDA


Esta carta tanto tempo guardada,
Destinada a ti e não lhe entreguei,
Ficou com as páginas amareladas,
Confissão de amor que não revelei.


Dizia: você é minha adorada,
Princesa divina que eu mais amei,
Mas esta paixão não foi confessada,
Meu amor por ti, não lhe declarei.


Começava com "Minha querida,
Você sempre foi tudo para mim,
Sem você, não tenho nada na vida,


Nunca ter você será o meu fim."
Se tal carta não ficasse escondida,
Hoje eu não seria tão triste assim.

(Jorge Eduardo Magalhães)