terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
CARNAVAL DE 2072
sábado, 6 de fevereiro de 2010
CONTO DE JORGE EDUARDO PUBLICADO NO JORNAL TREM ITABIRANO - MG

A infiel
Desde que se casara com Lígia, Olímpio não tinha olhos para outra mulher, amava-a profundamente e dava a ela uma vida de rainha. Médico bem sucedido, Olímpio não deixava sua esposa trabalhar, embora ela fosse formada em psicologia. Durante a noite, após um amor ardente, ficava horas contemplando a beleza do corpo nu de sua amada. Achava que não existia no mundo outra mulher tão bonita. Um dia a grande desilusão: Olímpio chegou mais cedo em casa e flagrou Lígia com outro na cama. Ficou em estado de choque.
- Por que você me traiu?
- Me perdoa, foi uma fraqueza! – disse a adúltera em prantos.
Pensou, refletiu e decidiu perdoar Lígia. As traições continuaram, só que com amantes diferentes. Desesperado, Olímpio quis saber o motivo da descarada infidelidade da esposa que lhe respondeu chorando:
- Eu te amo muito, mas não consigo me satisfazer só contigo.
Pensou em se separar de Lígia, mas não conseguia, pois a amava demais. Resolveu não enxergar o que acontecia debaixo do seu nariz. Lígia chegava cada vez mais tarde em casa e Olímpio nada dizia, apenas deitava ao seu lado e dormia.
Uma tarde, num bar, apareceu um rapaz com que Lígia se encantou, chamava-se Carlos e era um rapaz alto e de corpo atlético. Depois de fazerem amor, Lígia sentiu uma enorme dor de consciência por tudo o que tinha feito com o marido. Prometeu a si mesma nunca mais trair Olímpio. Chegando em casa verificou que as roupas de Olímpio não se encontravam mais no armário onde encontrou um bilhete do marido:
Tentei salvar o nosso casamento, mas vi que é impossível viver ao teu lado; estou indo embora. Aquele rapaz com quem você saiu hoje à tarde fui eu quem lhe arranjei. Quero também comunicar que tem uma surpresa para você na primeira gaveta do armário.
Lígia, curiosa, abriu a gaveta onde só havia o exame de HIV de Carlos com resultado positivo.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
CONTO DE JORGE EDUARDO PUBLICADO NO JORNAL POLEGAR

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
CONTO DE JORGE EDUARDO PUBLICADO NO JORNAL POLEGAR

- Só pode ser a Jandira!
- Ela quer fazer um trabalho para prejudicar vocês!
Jandira era a vizinha de frente. Uma cinqüentona gorda, com os cabelos tingidos de louro e que vivia na janela a observar a vida alheia. Odete havia percebido que ela, ultimamente, não tirava os olhos de sua casa.
Odete passou noites em claro impressionada com as palavras da cartomante e evitava qualquer tipo de contato com a vizinha gorda.
Numa manhã de sol, enquanto Odete estendia as roupas das crianças no varal, Jandira aproveitou para lhe fazer uma visita sob qualquer pretexto. Não teve como evitar a sua entrada, pois quando viu, ela já estava no quintal.
Pensou em ir atrás da vizinha, fazer um escândalo, mas não tinha provas mesmo tendo certeza de que havia sido ela.
Foi até a cartomante para pedir orientação, mas ela havia viajado.
Voltou para casa aguardando que o pior acontecesse.
Postado por Jornal Polegar às 8:33 AM 0 comentários Links
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
SONETOS A P.H

És a musa do meu entardecer,
Pelos subúrbios ou em Ipanema,
Mostrando um mundo cheio de dores,
Nossa Vênus do telejornalismo,
A jornalista mais linda do mundo,
És musa inspiradora em verso e prosa,
Toda tarde ao te ver não sei ao certo,
A sensação que causa a tua imagem,
Parece até uma bela miragem,
Que vai surgindo num quente deserto.
Beleza que encanta um mercador esperto,
Um príncipe da mais pura linhagem,
Que quando assiste tua reportagem,
Tem a vontade de te ver de perto.
Dona de um dom de a todos fascinar,
Tanto nobres quanto simples mortais,
Tão suave quanto a brisa do mar,
Que vai desfazendo os areais,
Assim como faz a todos calar,
Com suas aparições colossais.
Dedico-te este último soneto,
De todas estas rimas me despeço,
Para escrever a ti que aos deuses peço,
Inspiração do poema perfeito.
Porque quero ser o poeta eleito,
Para em tua homenagem criar meus versos,
Sempre termino aquilo que começo,
Mas chegou ao final o meu feito.
Escrevo este soneto final,
Que fiz com muita dedicação,
Para a musa do telejornal.
Um árduo trabalho de criação,
Mas tal tarefa não faz nenhum mal
Quando é feita com muita emoção.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
CONTO PUBLICADO NO JORNAL POLEGAR

terça-feira, 15 de dezembro de 2009
ANTÍTESE
