terça-feira, 10 de novembro de 2009

"QUEM TEM MEDO DE FANTASMA?" EM CARTAZ NO TEATRO PRINCESA ISABEL




Nos dias 14 e 15 de dezembro, às 20:00h, será apresentada no Teatro Princesa Isabel a peça infantil "Quem tem medo de fantasma?", com a direção de Zaira Zambelli. A peça faz parte da etapa final do Curso de Teatro Zaira Zambelli, onde no final os formandos sempre participam de uma prática de montagem. O texto que, eu escrevi especialmente para os alunos da turma infantil, fala sobre uma casa mal-assombrada onde os membros do Clube dos Pequenos Leitores querem fazer um centro cultural, mas os irmãos Hermann querem demolir a casa para fazer um shopping center. Para evitar que isso aocnteça, os membros do Clube contam com a ajuda dos fantasmas que habitam a casa. O Teatro Princesa Isabel fica na Rua Princesa Isabel 186 e o ingresso custa R$ 10,00. Vale a pena conferir.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

VILA LITERÁRIA


Pelos lados da Vila Literária,
Ninguém gosta de literatura,
Lá não tem a menor infraestrutura,
Só tem violência e mãos operárias.


Na comunidade a luta é diária,
Povo sofrido com pouca cultura,
Onde ninguém valoriza a leitura,
Só a vida dura que é uma batalha.

Todas as ruas tem nome de escritor,
Rua Alencar e Machado de Assis
Mas falta literata e povo leitor.

Tem de sobra bandido e aprendiz,
E sofrido trabalhador,
Que lutam por um futuro feliz.
(Jorge Eduardo Magalhães)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

JORGE EDUARDO LANÇA CONTO EM ANTOLOGIA



No próximo dia 14 de novembro, às 18:00h, estarei lançando meu conto "O manuscrito de viagem" na coletânea Solarium 2, pela Editora Multifoco, dedicado aos leitores de ficção científica. O conto, narrado em primeira pessoa relata a trajetória de um narrador-personagem que encontra um manuscrito do ano de 1954 onde um físico relata sua viagem no tempo indo parar no ano 2004, cinquenta anos depois descrevendo os locais por onde passou. Então, verificando que a data da viagem se aproxima este resolve seguir seus passos e ver se realmente é verídico o que diz o manuscrito.
A Livraria e Editora Multifoco fica na Avenida Mem de Sá 125 - Lapa. Conto com a presença de todos.

CONTO DE JORGE EDUARDO PUBLICADO NO JORNAL POLEGAR




domingo, 1 de novembro de 2009

CONTOS DE JORGE EDUARDO MAGALHÃES


Amor cafajeste




- Ele não te merece, ele nunca te mereceu!


- Eu nunca mais quero olhar para a cara daquele desgraçado!


- Você já falou isso não sei quantas vezes.


- Mas dessa vez é sério. Eu juro!


- Jura mesmo?


- Por tudo o que há de mais sagrado!


- Espero que desta vez seja verdade.


- Claro que é! Eu não sei onde eu estava com a cabeça quando larguei tudo, a minha vida, a minha casa, os meus pais para ir atrás daquele desgraçado do Valdir. Todo mundo me avisou, eu tinha um futuro promissor, meus pais investiram tudo em mim, parece que eu estava louca, que estava cega, só tinha olhos para o Valdir.


- Sinceramente, não sei o que você viu naquele cara.


- Que homem vulgar, grotesco, só sabia me bater e gastar todo o dinheiro que ganhava com jogo e bebedeira – começa a chorar.


- Calma meu amor, não chore. Vou te ajudar a esquecer isso tudo! Agora você tem a mim que te ama e vai saber te respeitar e te dar valor!


- Eu sei, eu sei!


- Agora deixa eu pegar um lenço para enxugar esses olhinhos lindos, já volto.


Ela pega da bolsa uma foto de Valdir.


- Ah, meu grande amor! Por que me abandonou? Estou morrendo de saudades.




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SONETO A NELSON TANGERINI

















Sinto seu nome entrando para a história,
Eternamente na literatura,
Diversidades da nossa cultura,
Grande imortal em nossa memória.


Há tempos sigo sua trajetória,
Sua obra é a mais perfeita escultura,
A prosa com a poesia se mistura,
Terás um grande futuro de glória.


Um grande literata e professor,
Vindo de uma família de talentos,
Tem o pai como seu grande mentor,


Sei que chegará o grande momento,
Que não será só o filho do Nestor,
Tendo o seu próprio reconhecimento.

(Jorge Eduardo Magalhães)

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Conto de Jorge Eduardo Magalhães publicado no Jornal Polegar







CONTOS DE JORGE EDUARDO MAGALHÃES

Medéia como desculpas
Simone tinha que acabar com aquela situação, iria imediatamente ao escritório de Olegário e terminaria tudo com ele. Já estava há dez anos naquela vida de amante e Olegário nunca se decidia, sempre adiava para depois a sua separação, sempre vinha com as desculpas mais estapafúrdias.
Quantos anos no Natal, no Reveillon e até no seu aniversário ela ficava sozinha em seu apartamento. Quantas vezes ela preparou um jantar especial e ele não apareceu. Apaixonara-se pó ele quando ainda era muito ingênua, romântica, ficava fascinada com o seu interesse pela leitura, em especial pelas tragédias gregas, do que ela não entendia nada ( só gostava de auto-ajuda).
Agora estava decidida a colocar Olegário contra a parede, ou ele largava a mulher ou eles terminavam tudo.
Quando entrou no escritório e Olegário se viu pressionado pela amante, este usou o seguinte argumento:
- Querida, vamos dar tempo ao tempo, minha mulher está louca, disse que se eu sair de casa ela mata as crianças e te mata envenenada! Querida, estou fazendo isso para te proteger!
- Oh meu amor, obrigada! Eu sei que você me ama!
Trocaram um beijo apaixonado. Simone não deu importância ao livro Medéia em cima da mesa de Olegário, por não saber do que se tratava.
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

CONTO PUBLICADO NO JORNAL POLEGAR





segunda-feira, 21 de setembro de 2009

CONTOS DE JORGE EDUARDO MAGALHÃES

O martírio do soldado Cândido

jemagalhaes@yahoo.com.br

Cândido saiu do serviço de vinte e quatro horas e tomou o ônibus direto para casa. Estava atormentado, disposto a dar o flagrante em Jandira e por isso faltara ao serviço de segurança onde trabalha na folga para complementar seu salário.

No ônibus, no trajeto para casa, recordava os bons momentos que passara ao lado de Jandira. Lembrou-se do dia em que a conheceu, durante o carnaval, quando fazia o policiamento e Jandira desfilava num bloco em trajes mínimos. Dentre vários, Jandira olhou para ele, somente para ele. Que fim de semana maravilhoso aquele em Saquarema! Que corpo lindo que ela tinha!

Realmente ela havia engordado bastante nos últimos anos, mas a amava cada vez mais. Trabalhava dia e noite no quartel e na segurança para dar boa via àquela ordinária, para ela traí-lo com toda a molecada da rua. Seu informante ainda lhe contou que ela fazia de tudo com os garotos, mas nenhum deles beijava a sua boca devido ao seu mau hálito. Realmente, ultimamente seu hálito não era dos mais agradáveis, mas ele a amava mesmo assim. Até imaginava os comentários: “Lá vem o PM corno!”

Agora estava disposto a matá-la. Mataria Jandira e quem estivesse com ela na cama, ela não o esperava, pois achava que ele tinha ido para a segurança.

Chegou em casa bem devagar com a arma em punho, ouvia gemidos do quarto e lá estava Jandira, nua em pêlo com dois rapazes da rua.

Aquela cena grotesca lhe causou náuseas. “Que baranga! Que mulher asquerosa!” Os três se assustaram ao vê-lo e, aliviado, Cândido gargalhava com a arma apontada para o teto:

- Beija na boca senão morrem os três!